Representante brasileiro do afrofuturismo, pianista Jonathan Ferr ultrapassa fronteiras do jazz com influências eletrônicas e timbres de voz robóticos.

Alinhado ao jazz moderno, o pianista carioca Jonathan Ferr explora as fronteiras do gênero com o broken beat e outros estilos eletrônicos, e faz a ligação da música com política e espiritualidade, seguindo a trilha de músicos norte-americanos como Alice Coltrane, John Coltrane e Sun Ra.

Ferr é um representante brasileiro do afrofuturismo, movimento que mescla tradições africanas com ficção científica e fantasia para rever o passado negro e criar novas narrativas. Sun Ra foi pioneiro dessa vertente, atualmente explorada por artistas contemporâneos, como os também norte-americanos Flying Lotus e Thundercat.

O músico carioca chama de urban jazz o resultado dessas experimentações, que podem incluir, por exemplo, o vocoder, instrumento que faz com que os timbres da voz soem robóticos. O uso desse recurso pode ser conferido na faixa “Luv is the Way”, parceria com Donatinho, que aparece no seu primeiro álbum de estúdio, “Trilogia do Amor”, lançado em 2019.

Lançou seu álbum de estreia TRILOGIA DO AMOR e rapidamente foi convidado para apresentar seu Urban Jazz em festivais como Rock in Rio 2019 (único artista de jazz e instrumental do line up), Festival de Jazz & Blues de Rio das Ostras, Festival Locomotiva – SP, Festival de Inverno de Garanhuns – PE, SESC Pompeia, entre outros..