Em 2019, ano em que completa 85 anos de vida e 70 de carreira, João Donato segue sua trajetória de compositor e pianista constante renovador da música brasileira. Em abril do ano passado, surpreendeu o mercado fonográfico ao lançar uma caixa com 4 discos inéditos, garimpadas pelo selo Discobertas (de Marcelo Froes) no baú sem fundo de gravações de estúdio e caseiras. Intitulado “A Mad Donato”, o box brinca com o título de “A Bad Donato”, o antológico disco lançado em 1970 que apresenta um Donato livre  e lisérgico.

Em 2018, João Donato venceu com o filho Donatinho o Prêmio da Música Brasileira com Sintetizamor, um álbum pop eletrônico no mínimo inesperado para ele que é considerado o precursor da Bossa Nova. Baseado em trabalho inédito, autoral e homônimo, composto inteiramente em parceria com o filho e que tem a produção musical e arranjos assinada por Donatinho, a dupla está levando aos palcos dois universos musicais independentes, duas gerações consideravelmente intervaladas, o talento descomunal e o amor pelas teclas como pontos fundamentais desta união tão esperada: ali estão pai e filho e ninguém mais. Este é um encontro muito especial e afetivo, que reúne o melhor e mais inusitado da interseção criativa entre esses grandes artistas. Uma oportunidade única para ver em ação a força potencializada e incomparável de dois Donatos juntos. O show teve estreia no Sesc Belenzinho, no início de agosto, e lançamento nos Sescs do Rio; além de  uma canja no Palco Sunset do Rock in Rio 2017.

Sim, João Donato foi mais uma vez homenageado pela nova geração de artistas brasileiros. Desta vez, dia 16 de setembro de 2017, por quatro vozes femininas: Emanuelle Araújo, Lucy Alves, Mariana Aydar e Tiê. Sucessos e clássicos de João Donato com seus mais fieis parceiros Caetano Veloso e Gilberto Gil não passaram despercebidos: “A paz”, “A rã”, “Emoriô”, “Naquela Estação”, e outros.